segunda-feira, 8 de julho de 2013

O que recrutadores pensam sobre os cursos online

Ainda há ressalvas no mercado de trabalho sobre a qualidade dos cursos online. Em relação à graduação, a recomendação de recrutadores consultados pela Exame é de que seja feita presencialmente. O contato com o ambiente universitário é considerado de grande importância para o desenvolvimento do futuro profissional.

Já os cursos de extensão, pós-graduação e especialização têm melhor reputação na modalidade online. Alguns headhunters acreditam que os resultados atingidos a partir do aprendizado importam mais que a presença física nas aulas.

Em linhas gerais, os contratantes ainda divergem quanto a aceitação. Confira abaixo o que oito especialistas consultados acham da nova modalidade de aprendizado.

Preconceito equivocado

Emmanuele Mourão, headhunter da De Bernt Entschev, acredita que as empresas têm preconceito equivocado com o curso online. De acordo com ela, há pesquisas que indicam que o aproveitamento do aluno na modalidade online é melhor do que o registrado pelos alunos de cursos presenciais. Apesar disso, a opinião da recrutadora, o nome da instituição pesa e muito, seja para cursos rápidos, de extensão, graduação e pós.

Colecionadores de cursos

Para o gerente da Michael Page do Rio de Janeiro, Marcelo Cuellar, muitas pessoas optam pelo curso online para adicionar ao currículo mais especialidades. No entanto, quantidade não significa qualidade. Sendo assim, o especialista acredita ser importante fazer cursos para adicionar conhecimento e não apenas para fazer coleção no CV.

Tendência

A sócia-diretora da Resch Recursos Humanos, Jacqueline Resch, sabe que os cursos online ainda não são tão valorizados pelo mercado devido ao preconceito e resistência ao novo. Mas, para ela, a tendência é que a modalidade seja assimilada pelo mercado, já que a oferta tem aumentado.

"Eu jamais discriminaria um candidato por ter usado a tecnologia para ampliar seus conhecimentos e suas habilidades. Seria um total absurdo na era digital", afirma Jacqueline. "Caso tenha relevância, deve registrá-lo no currículo. Declarar que o curso é online ajuda a desfazer esta ideia equivocada de que ele tem menos valor que o presencial", finaliza.

Diferença de preparação

Para Peter Noronha, responsável pelo escritório da Asap no Espírito Santo, é possível perceber a diferença na preparação de um aluno com graduação presencial e outro com formação online. No entanto, ele defende que para algumas funções, principalmente na área financeira e contábil, cursos, que ele classifica como de aplicação, valem a pena na modalidade online. O importante, segundo ele, é escolher um curso online validado por uma instituição que tenha credencial no mercado, e a escolha deve sempre estar atrelada ao plano de carreira.

Sem distinção

O headhunter da Robert Half, Jorge Martins, afirma que não faz distinção se um curso é presencial ou online. Por isso, diferentemente de outros recrutadores, ele não recomenda que os candidatos apontem no currículo quais foram online.

"Não considero pertinente e também sou avesso à análise da instituição pelo nome. Valorizo mais o profissional do que o lugar onde ele se formou", diz. No fim das contas, diz ele, o mais importante é o quanto se aplica de resultado.

No entanto, em relação às especializações, a visão do especialista é um pouco 
diferente. Para ele, 70% do conteúdo vem das trocas entre os profissionais. Ou seja, por mais que existam fóruns e salas de bate papo, na modalidade online essa interação é menor.

Era da tecnologia

A recrutadora Sthaell Ramos, sócia-diretora da People on Time consultoria, afirma que a educação online deverá ganhar um peso maior no futuro próximo, já que estamos vivendo na era da tecnologia. O preconceito atual ainda existe devido à falta de conhecimento e de adaptação à mudança. Apesar disso, a headhunter ressalta que o nome da instituição escolhida pesa em qualquer situação, seja online ou presencial.

"Isso não é tudo. O conhecimento, a experiência, projetos dos quais o profissional participou é que vão chamar a atenção do recrutador", afirma.

Instituições reconhecidas

Assim como a maioria dos recrutadores, para Juliana Alvez, gerente da área de expertise Hays Recursos Humanos, a chave é optar por uma instituição de confiança que chancele o curso, porque a receptividade do mercado está ligado à seleção da instituição. Na opinião dela, escolas mais reconhecidas não se arriscariam a oferecer cursos online que deixassem a desejar na qualidade em relação aos cursos presenciais.

Sobre informar a modalidade do curso no currículo, Juliana acha necessário que o profissional deixe claro se foi presencial ou online. ”Isso é mais pela questão da metodologia, não que seja nenhum demérito", explica.

Solução para quem mora longe

Joseph Teperman, headhunter e sócio da FLOW Executive Finders, afirma que o ensino a distância é uma "belíssima solução para quem está fora dos grandes centros". Sua visão é a de que importa mais o que a pessoa aprende do que a forma como ela faz isso, se em casa ou na presença de colegas e professores.

"Em relação a um curso de línguas, por exemplo, não importa se a pessoa estudou em Londres ou em casa, o que vale é que ela saiba falar inglês", diz, ressaltando que esse raciocínio deveria valer para todos os casos.

Fonte: Olhar digital

terça-feira, 11 de junho de 2013

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

8 clichês que você deve evitar em uma entrevista de emprego


São Paulo – Quando você está em uma entrevista de emprego é normal que você queira mostrar tudo o que pode oferecer para a empresa na qual gostaria de trabalhar. Mas na hora de responder essa ou aquela pergunta, preste atenção nas frases que você vai usar, pois algumas delas são repetidas por grande parte dos candidatos e acabam se tornando um clichê. Frases feitas não têm significado real para o entrevistador e atrapalham o seu desempenho no processo seletivo.
“Você não pode se esquecer de que a pessoa que está do outro lado tem conhecimentos específicos para avaliá-lo. Chega a ser arrogante imaginar que treinando algumas respostas você vai se sair bem. Uma coisa é estar preparado para a entrevista, como saber explicar quais são as suas características, saber quais são as necessidades da empresa e o que você deve fazer na hora da entrevista. Outra é usar frases prontas para tentar dar uma rasteira no entrevistador”, diz Sônia Helena, consultora da De Bernt Entschev Human Capital.
Geralmente, essas frases surgem quando são feitas perguntas voltadas para as suas características. “Seja sincero quando você se autoavaliar, pois é nesse momento que você será percebido pelo entrevistador”, sugere Roberto Picino, diretor da Page Personnel. EA dica é prestar atenção no todo para não cometer falhas. “O avaliador não está atento apenas aos clichês que você usa, mas também a sua linguagem e aos seus gestos”, ressalta Sônia.
Além das expressões, tome cuidado com a forma que usa para se referir a você mesmo. “Lembre-se de que a entrevista é uma conversa. Por isso, ao falar em terceira pessoa você vai soar artificial”, diz Joseph Teperman, sócio da FLOW.
1. “Eu quero um novo desafio”
Dizer que está em busca de novos desafios não ajuda em nada a conquistar o recrutador. “Virou um clichê porque nem sempre o entrevistado sabe o que é um desafio para ele”, diz Teperman. Por isso, se você realmente estiver atrás de experiências novas, defina o que é um desafio para você.
2. “Meu defeito é ser perfeccionista”
Esta é uma resposta generalista e causa a má impressão de que você não está comprometido. Caso o perfeccionismo realmente o atrapalhe no mercado de trabalho, você precisa dar exemplos de situações em que essa característica foi ruim para a sua carreira. Outra frase que segue na mesma linha é dizer que o seu ponto negativo é a ansiedade. “Para fugir dessa resposta padrão você precisa se conhecer, pois só assim conseguirá apresentar para a empresa aquilo que ela precisa”, conta Sônia.
3. "Sou uma pessoa dinâmica"
Antes de soltar esta pérola, lembre-se de que, no cenário atual, qualquer atividade exige dinamismo. “Isso é relativo e difícil de medir. Prefira falar sobre as suas realizações e a complexidade do seu dia a dia, para mostrar ao entrevistador que você consegue ser tão rápido quanto será exigido”, esclarece Teperman. Prefira sempre trazer números e resultados para mostrar ao avaliador o que você pode trazer de benefícios para a empresa.
4. "Sou focado em resultados"
Você pode até ser uma pessoa que sempre pensa em trazer bons resultados – e isso é muito bom. Mas não precisa usar essa frase para falar isso ao avaliador. “O melhor é falar sobre os resultados positivos que você já alcançou nas outras empresas”, aconselha Teperman. Na mesma linha, não diga que você trabalha bem em equipe. “É importante dar exemplos de projetos que você tenha liderado e que envolveram outras pessoas, mostrando os resultados”, diz ainda.
5. “Eu me adapto a tudo”
Isso, além de ser um clichê, é uma inverdade. “Você tem uma área de atuação. Então não pense que dizer que você não tem área fixa vai ser uma forma de impressionar o entrevistador. O melhor é falar o que você busca no mercado e qual é o seu plano de carreira. Isso, sim, fará com que ele conheça melhor o seu perfil profissional”, conta Picino.
6. “Não tenho mais perspectiva de crescimento na empresa”
Ok, isso pode realmente estar acontecendo com você. Mas de nada adianta usar essa frase se ela não vier acompanhada da explicação detalhada do motivo de você não poder crescer no local onde está atualmente. “Falar apenas isso pode até soar estranho, já que o Brasil passa por um momento único e na maioria dos setores e empresas existe necessidade de mão de obra”, ressalta Teperman.
7. “Cheguei a um acordo com a empresa para sair”
É importante falar a verdade para o headhunter, pois se ele for experiente vai atrás da informação real sem que você saiba. “Por isso, só use essa frase quando você tiver feito, de fato, um acordo interno ou se houve uma reestruturação na empresa”, aconselha Teperman.
Essa resposta, aliás, está ligada ao fato de que muitas pessoas têm medo de falar que foram demitidas, pensando que isso pode ser um demérito. “No Brasil, há essa cultura. Mas, às vezes, acontece de uma pessoa ser demitida por uma causa compreensiva, e isso não deve ser encarado como algo negativo. Pior mesmo é mentir na entrevista”, ressalta Picino.
8. “Não me sinto à vontade para falar em inglês”
Se você escreveu em seu currículo que sabe a língua e que é avançado ou fluente, prepare-se para conversar em inglês com o entrevistador, pois ele, provavelmente, vai querer saber se você realmente corresponde ao que a empresa precisa. “Nada de falar que você está enferrujado ou que tem vergonha. Isso é visto como algo negativo”, aponta Picino.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Você é Hands On?


Você é Hands On?

Veja o texto abaixo do Max Gehringer – Colunista da Revista EXAME – e inspire-se

Vi um anúncio de emprego. A vaga era de Gestor de Atendimento Interno, nome que agora se dá à Seção de Serviços Gerais. E a empresa exigia que os interessados possuíssem – sem contar a formação superior – liderança, criatividade, energia, ambição, conhecimentos de informática, fluência em inglês e não bastasse tudo isso, ainda fossem HANDS ON. Para o felizardo que conseguisse convencer o entrevistador
de que possuía essa variada gama de habilidades, o salário era um assombro: 800 reais. Ou seja, um pitico.

Não que esse fosse algum exemplo fora da realidade. Ao contrário, é quase o paradigma dos anúncios de emprego. A abundância de candidatos permite que as empresas levantem cada vez mais a altura da barra que o postulante terá de saltar para ser admitido.
E muitos, de fato, saltam. E se empolgam. E aí vêm as agruras da super-qualificação, que é uma espécie do lado avesso do efeito pitico…

Vamos supor que, após uma duríssima competição com outros candidatos tão bem preparados quanto ela, a Fabiana conseguisse ser admitida como gestora de atendimento interno… E um de seus primeiros clientes fosse o seu Borges, Gerente da Contabilidade.
Seu Borges: — Fabiana, eu quero três cópias deste relatório.
Fabiana: — In a hurry!
Seu Borges: — Saúde.
Fabiana: — Não, Seu Borges, isso quer dizer “bem rapidinho”. É que eu tenho fluência em inglês. Aliás, desculpe perguntar, mas por que a empresa exige fluência em inglês se aqui só se fala português?
Seu Borges: — E eu sei lá? Dá para você tirar logo as cópias?
Fabiana: — O senhor não prefere que eu digitalize o relatório? Porque eu tenho profundos conhecimentos de informática.
Seu Borges: — Não, não.. Cópias normais mesmo.
Fabiana: — Certo. Mas eu não poderia deixar de mencionar minha criatividade. Eu já comecei a desenvolver um projeto pessoal visando eliminar 30% das cópias que tiramos.
Seu Borges: — Fabiana, desse jeito não vai dar!
Fabiana: — E eu não sei? Preciso urgentemente de uma auxiliar.
Seu Borges: — Como assim?
Fabiana: — É que eu sou líder, e não tenho ninguém para liderar. E considero isso um desperdício do meu potencial energético.
Seu Borges: — Olha, neste momento, eu só preciso das três cópias.
Fabiana: — Com certeza. Mas antes vamos discutir meu futuro…
Seu Borges: — Futuro? Que futuro?
Fabiana: — É que eu sou ambiciosa. Já faz dois dias que eu estou aqui e ainda não aconteceu nada.
Seu Borges: — Fabiana, eu estou aqui há 18 anos e também não me aconteceu nada!
Fabiana: — Sei. Mas o senhor é hands on?
Seu Borges: — Hã?
Fabiana: — Hands on….Mão na massa.
Seu Borges: — Claro que sou!
Fabiana: — Então o senhor mesmo tira as cópias. E agora com licença que eu vou sair por aí explorando minhas potencialidades. Foi o que me prometeram quando eu fui contratada.

Então, o mercado de trabalho está ficando dividido em duas facções:

1 – Uma, cada vez maior, é a dos que não conseguem boas vagas porque não têm as qualificações requeridas.
2 – E o outro grupo, pequeno, mas crescente, é o dos que são admitidos porque possuem todas as competências exigidas nos anúncios, mas não poderão usar nem metade delas, porque, no fundo, a função não precisava delas.
Alguém ponderará – com justa razão – que a empresa está de olho no longo
prazo: sendo portador de tantos talentos, o funcionário poderá ir sendo preparado para assumir responsabilidades cada vez maiores.

Em uma empresa em que trabalhei, nós caímos nessa armadilha. Admitimos um montão de gente super qualificada. E as conversas ficaram de tão alto nível que um visitante desavisado confundiria nossa salinha do café com a Fundação Alfred Nobel.
Pessoas super qualificadas não resolvem simples problemas! Um dia um grupo de marketing e finanças foi visitar uma de nossas fábricas e no meio da estrada, a van da empresa pifou. Como isso foi antes do advento do milagre do celular, o jeito era confiar no especialista, o Cleto, motorista da van. E aí todos descobriram que o Cleto falava inglês, tinha informática e energia e criatividade e estava fazendo pós-graduação… só que não sabia nem abrir o capô.
Duas horas depois, quando o pessoal ainda estava tentando destrinchar o manual do proprietário, passou um sujeito de bicicleta. Para horror de todos, ele falava “nóis vai” e coisas do gênero. Mas, em 2 minutos, para espanto geral, botou a van para funcionar. Deram-lhe uns trocados, e ele foi embora feliz da vida.

- Aquele ciclista anônimo era o protótipo do funcionário para quem as Empresas modernas torcem o nariz: O QUE É CAPAZ DE RESOLVER, MAS NÃO DE IMPRESSIONAR.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Marketing Pessoal


Você sabe como crescer E aparecer dentro da empresa? Conheça os mandamentos do chamado marketing pessoal:


1º - Liderança

Algumas pessoas têm uma habilidade muito maior de influenciar as outras. Ex: "O Clayton está sempre preocupado se a gente precisa de alguma coisa", comenta a caixa Laísa dos Santos. "Ele socorre a gente", diz a caixa Ester Alves. O Clayton é um formador de opinião, e a empresa percebe isso rapidamente.

2º - Confiança

Quando eu pergunto "Quanto foi o jogo?", eu imediatamente olho para uma pessoa. Eu não falo assim: "quanto foi?", olhando ao redor. Essa é a pessoa em que nós confiamos.

3º - Visão

É alguém entender o que está fazendo e por que está fazendo, e sugerir pequenas mudanças para melhorar o próprio trabalho ou o trabalho dos colegas. Do que nós estamos falando? Pequenas idéias, uma por dia, de R$ 3. Muita gente fica esperando muito para ter uma grande idéia na vida de R$ 200 milhões e perde a oportunidade de ter a pequena idéia de todo dia.

4º - Espírito de equipe

É oferecer ajuda aos colegas, mesmo sem ser solicitado. De coração aberto, quantas pessoas realmente fazem isso?

5º - Maturidade

É saber solucionar conflitos sem provocar mais conflitos. "Ele prefere conversar e não resolver em discussão", diz o repositor de loja William Matias. "Um ajudando o outro é que a gente vai ser uma equipe melhor", acredita o repositor de loja Antônio Raimundo Nascimento.

6º - Integridade

É fazer o seu trabalho sem prejudicar ninguém. Não ser excessivamente ambicioso e atropelar quem aparece pela frente. Pesquisa instantânea de opinião: quem nunca foi prejudicado na carreira? Quem tem vontade de prejudicar alguém? Qual das duas perguntas que eu fiz mostra falta de integridade? A segunda? Se eu tiver o desejo, assim, de me vingar, isso mostra a minha falta de integridade? Não. O desejo não mostra. É por isso que nós temos sentimentos, nós temos emoções e, muitas vezes, no trabalho, nós temos que guardar isso para a gente mesmo. Eu, sinceramente, tenho vontade atropelar um monte de gente, mas eu não vou fazer isso.

7º - Visibilidade

Ser o primeiro a levantar a mão quando o chefe precisa de um voluntário para uma tarefa. O que eu me lembro nos últimos 25 anos da minha vida corporativa, todo mundo que levantou a mão quando eu pedi um voluntário, hoje, ou é gerente, ou é diretor, ou é presidente de empresa. Impressionante.

8º - Empatia

É saber elogiar o trabalho de um colega e reconhecer o mérito dos outros. "Foi o Emerson. Isso foi ontem ainda. Ele montou lá na frente da loja uma exposição de brinquedos que foi muito lindo mesmo. Elogiei, elogiei na hora", disse o fiscal de loja Enedino dos Santos.

9º - Otimismo

Não é um otimismo burro, mas um otimismo com causa. A pressão do trabalho nos leva a imaginar que as coisas são piores do que realmente são.

10º - Paciência

Isso é o que mais acontece com jovens recém-formados no mercado de trabalho. Normalmente, uma pessoa com excelente formação acadêmica entra em uma empresa e, seis horas depois, já está começando a pensar por que ela não foi promovida. De todas as qualidades que nós podemos ter, a paciência é, talvez, a que se a gente não tiver, vai nos prejudicar mais.

Evidentemente, não adianta ter tudo isso se o funcionário não consegue fazer aquilo que ele é pago para fazer, dar bons resultados de curto prazo.

Em uma empresa séria, quem tem marketing pessoal recebe atenção da chefia e apoio dos colegas. Em uma empresa medíocre, a mesma pessoa pode ser vista como uma ameaça. Em num caso assim, não adianta querer mudar a empresa. É mais sábio mudar de empresa.

Max Gehringer – Consultor de Carreiras

domingo, 15 de abril de 2012

Como conseguir um aumento de salário?

Imagino que você já está fazendo o óbvio: Conseguindo resultados acima dos seus objetivos. Se isso não está lhe rendendo um aumento, vamos apelar para o falecido técnico Gentil Cardoso. Ele tinha duas máximas:

Quem desloca, recebe.
Quem pede, tem preferência.

E isso se encaixa direitinho nas empresas.
A primeira é se deslocar. Se o funcionário está escondido, ele tem que aparecer e pode aparecer pedindo transferência para outra área da empresa. Isso sempre rende reajuste.

A segunda é pedir; para ter preferência mas isso não significa pedir aumento. Significa pedir oportunidade. Participar de grupos de trabalho, ser o primeiro a levantar a mão quando a empresa precisa de um voluntário, apresentar idéias e sugestões, escrever para o jornal interno. Num jogo de futebol, o jogador que mais aparece é o que está com a bola. Numa empresa também.

Agora, se você deslocou e não recebeu, pediu e não teve resposta, resta a opção dos bons jogadores: Mudar de time!!!

Fonte: Max Gehringer

Motivação Profissional

Qualquer funcionário, ao ser contratado, está muito motivado. Aí, tudo vai depender do que ele vai encontrar pela frente na empresa. Existem vários fatores que diminuem o estímulo e fazem com que a motivação caia. Esses fatores são os seguintes:

Primeiro: Carga horária excessiva, inclusive nos finais de semana. Ou seja, muito trabalho e pouco descanso.

Segundo: Um ambiente físico ruim. Muito calor, muita umidade, barulho, poluição. Pouco espaço para se mover. Baias fechadas que impedem até os contatos visuais com os colegas.

Terceiro - Um serviço repetitivo e sem desafios que dá ao empregado a impressão de que seu trabalho não é importante. Sua opinião nunca é solicitada e suas sugestões são ignoradas.

Quarto - A falta de um processo de avaliação de desempenho. Isso normalmente faz com que as virtudes desapareçam e os defeitos sejam amplificados. O que resulta em uma critica por hora e um elogio por ano.

Quinto - A falta de uma boa comunicação interna. Ninguém sabe para onde a empresa vai nem como ela está indo. Isso cria um ambiente propicio a intrigas.

Sexto - Por último vem o salário. O salário é a linha que costura a motivação, quanto menor for o salário, mais fraca será essa linha.

RESUMINDO - MOTIVAÇÃO é o resultado das condições que a empresa oferece para que o empregado continue tão motivado como no dia em que foi admitido.

Fonte: Max Gehringer - para jornal Diário de São Paulo

10 dicas para se dar bem no processo de seleção

Entrevistas de emprego são o momento crucial na vida de um profissional. Deslizes como chegar atrasado, apresentar um currículo amassado e usar gírias, prejudicam a imagem e fazem com que o candidato perca a vaga.

Em uma entrevista de emprego, não é só um bom currículo que faz a diferença. Ter postura e saber se expressar bem, faz toda a diferença quando a concorrência por uma vaga está acirrada.
Além disso, é sempre válido seguir as regras do bom senso, como chegar no horário e ter educação com o recrutador e demais candidatos.

1 - Elabore um bom currículo. Coloque sua experiência profissional e qualificação e evite passar de duas páginas.

2 - Eacolha a roupa conforme o perfil da empresa. No dia anterior a entrevista, vale observar os trajes usados pelos funcionários na porta da corporação.

3 - Chegue 10 minutos antes para a entrevista. Para evitar imprevistos, vale conhecer o caminho até a empresa e sair de casa mais cedo.

4 - Seja sempre educado com os entrevistadores. Apresente-se logo quando chegar e agradeça pela oportunidade antes de sair do local.

5 - Faça uma boa pesquisa sobre a organização, suas metas e o meio na qual ela atua, para dialogar bem com o recrutador e gestor da empresa.

6 - Organize um portifólio com todas as suas produções profissionais e diplomas e leve para a entrevista pessoal com o gestor da empresa.

7 - Uso de gírias e palavrões é proibido nas entrevistas de emprego e acaba com as chances do profissional, por melhor que ele seja.

8 - Fale com confiança e mostre o seu potencial com humildade para o recrutador e os demais candidatos na dinâmica de grupo.

9 - Jamais fale mal da corporação em que trabalhava. O recrutador pode pensar que fará o mesmo nas demais organizações em que irá atuar.

10 - Seja honesto e não force respostas durante a entrevista e a dinâmica. O entrevistador é treinado para captar essas gafes.

Fonte: Max gehringer para o jornal Diário de São Paulo

segunda-feira, 18 de abril de 2011

ATITUDE

A ATITUDE é o que abre ou fecha as portas de um emprego.

Por isso, existem 7 regras básicas a serem seguidas:

1ª) - Não faça inimizades no trabalho. O seu inimigo de hoje pode ser o seu chefe amanhã.

2ª) – Quando você ouvir uma crítica a um colega de trabalho, não concorde nem discorde, apenas aponte algo positivo que o criticado tem.

3ª) – Empresas apreciam quem consegue enxergar o lado bom das situações, não é preciso gostar do chefe direto mas é preciso respeitá-lo. Seu futuro na empresa começa pela aprovação dele.

4ª) – Observe as características dos profissionais que são promovidos, quanto mais você se parecer com eles, maiores serão as suas chances de promoção.

5ª) – Concentre-se nos resultados. Por mais idéias que você possa ter para melhorar a empresa, o seu foco deve estar 100% no objetivo que lhe for passado.

6ª) – Se você foi elogiado por um trabalho, guarde cópia dele. Será um dia o seu melhor currículo.

7ª) – Não questione o seu salário. A melhor maneira de conseguir um aumento, não é pedindo mais dinheiro, peça mais oportunidades.

Fonte: Max Gehringer - Programa Fantástico de 17/04/2011